Filhote de Pogona Legalizada (Pogona vitticeps) – Guia Completo para Filhotes
Tudo o que você precisa para iniciar com um filhote de Pogona legalizada com segurança: legalidade, terrário juvenil, UVB e aquecimento, umidade, alimentação por idade, suplementação, substrato, manejo, higiene, saúde e checklist. Operamos estritamente dentro da lei e estamos aguardando a liberação dos órgãos ambientais competentes para disponibilizar exemplares 100% legalizados com documentação e nota fiscal.
Adquira somente de criadouro autorizado, com nota fiscal e registros de procedência. Isso garante rastreabilidade e conformidade durante fiscalizações. Estamos aguardando a liberação dos órgãos ambientais competentes para disponibilizar filhotes de Pogona legalizada; quando liberado oficialmente, divulgaremos lote, documentação e orientações de compra/envio.
2) Chegada do Filhote (Primeiras 48 horas)
Ambiente pronto antes da chegada: UVB instalado, basking calibrado, água fresca e refúgio.
Quiete: limite manuseio nas primeiras 24–48h; permita que o filhote explore e se esconda.
Primeira oferta: água e verduras; insetos após 12–24h, em pequena quantidade.
Observação: respiração, postura, coordenação, fezes e apetite. Anote peso inicial.
3) Terrário Juvenil: Tamanho, Layout e Segurança
Tamanho: provisório a partir de ~90(C)×45(L)×45(A) cm; ideal, já começar com ~120×60×60 cm (crescimento rápido).
Layout: plataforma de basking, área aberta para corrida, refúgio, rochas/troncos estáveis em diferentes alturas.
Fluxo de ar: ótima ventilação; luminárias protegidas contra contato e bem fixadas.
Fotoperíodo: 12–14h de luz/dia (UVB + visível) com timer; noite escura sem luzes brancas.
4) Iluminação UVB, Basking e Aquecimento
UVB: tubo T5 HO (alta saída) ocupando boa parte do comprimento do terrário; respeite a distância indicada pelo fabricante e substitua no prazo.
Basking (superfície): ~40–43 °C no ponto de aquecimento do filhote.
Gradiente térmico: zona quente ~32–35 °C; zona fria ~24–28 °C.
Noite: ~18–22 °C; evite quedas < ~16 °C. Use aquecimento cerâmico com termostato se preciso.
Monitoramento: ao menos dois termômetros (quente/fria) e higrômetro; ajuste fino da altura do spot e plataforma.
5) Umidade, Hidratação e Banhos
Umidade: baixa a moderada (~30–45%) com boa ventilação; evite encharcar o recinto.
Água: bebedouro raso e firme, trocado diariamente; mantenha sempre limpo.
Banhos: mornos e rasos, 5–10 minutos, 1–2×/semana apenas se necessário (hidratação/muda), sempre supervisionado.
6) Alimentação por Idade (0–12 meses)
Idade
Frequência
Proporção Insetos : Vegetais
Notas práticas
0–3 meses
2–3x/dia (insetos); verduras todos os dias
70–80% insetos : 20–30% vegetais
Ofereça o que comer em 10–15 min por sessão; remover sobras.
3–6 meses
1–2x/dia (insetos); verduras todos os dias
60–70% insetos : 30–40% vegetais
Ajustar pela condição corporal; manter variedade.
6–12 meses
1x/dia (insetos); verduras todos os dias
50–60% insetos : 40–50% vegetais
Transição gradual rumo à dieta de adulto (mais vegetal).
Regra de ouro: o inseto não deve ser mais largo que a distância entre os olhos do filhote.
7) Insetos Seguros, Tamanho & Gut-Load
Seguros: grilos, baratas de criação (Blaptica dubia), larvas de mosca soldado, tenébrios e zophobas (com moderação).
Evitar: presas coletadas na natureza e insetos muito gordurosos em excesso.
Gut-load (fortificação): 24–48h antes da oferta, alimente os insetos com ração específica, folhas ricas em cálcio e legumes.
Oferecer: em recipientes que evitem fuga; retire o que sobrar após 10–15 minutos.
8) Verduras, Legumes e Itens a Evitar
Base vegetal: couve, escarola, rúcula, dente-de-leão, mostarda, chicória; legumes como abóbora, abobrinha, chuchu, vagem.
Ocasional: cenoura ralada, pimentão, ervas aromáticas in natura em pequenas quantidades.
Evitar: alface americana (pouco nutritiva), excesso de espinafre/acelga/beterraba (oxalatos), alimentos condimentados/ultraprocessados.
9) Suplementação (Cálcio, D3 e Vitaminas)
Cálcio sem D3: polvilhar nos insetos 4–5×/semana (filhotes).
Vitamina D3: 1–2×/semana se a UVB for moderada; com UVB de alta saída e instalação ideal, reduza a frequência. Ajuste com orientação profissional.
Multivitamínico: leve, 1×/semana (filhotes).
10) Substrato Juvenil e Limpeza
Recomendado para filhotes: superfícies sólidas e fáceis de limpar (papel, jornal, “reptile carpet”, placas lisas/cerâmica).
Evitar: substratos particulados soltos (areia/poeira) que aumentam risco de ingestão acidental.
Rotina: retirar fezes/sobras diariamente; limpeza geral semanal; desinfetar com produto seguro para répteis.
11) Manejo, Enriquecimento e Socialização
Manejo positivo: sessões curtas e calmas; apoio total do corpo; associe a alimento. Evite contenção prolongada.
Enriquecimento: troncos/rochas estáveis, mudanças leves no layout, alimentação em forrageio controlado.
Segurança: sem objetos cortantes; alturas seguras; supervisão fora do terrário.
Registro: pese semanalmente; acompanhe crescimento e apetite.
12) Saúde Preventiva: Sinais de Alerta
Manejo correto (gradiente térmico, UVB eficaz, umidade adequada, dieta variada e cálcio) previne a maioria dos problemas. Procure veterinário de silvestres se observar:
Apatia, perda de apetite/peso, fezes anormais ou com sangue.